
Estou indo!
Cândidos entorpecentes onde as algemas mudas nos aprisionam!
Sorrisos negros tentam te sufocar com uma cumplicidade INEXISTENTE.
Manipuladores desmascarados.
Ah! Minha liberdade tão preciosa!
Mulher! Não mais menina!
Mulher que se entrega incondicionalmente.
Sem teor sensual.
Entrega de alma, alma tranparente.
Uma briga com a vida!
Um caminho livre.
De malas prontas, sempre.
Em uma liberdade não corrompida.
Mas meus passos são direcionados para o desconhecido tão querido.
Eu abro meus braços para estes lábios tão macios de vida sem medo.
Apenas caminhar para onde a vida direciona.
Inexplicavelmente isto acontece.
Deixo-me levar sem culpa.
O medo alheio, logo incomoda, e línguas tornam-se como gladiadores em uma tese infundada.
Ah, meu ser livre.
Estou em um vôo constante e meu pouso é seguro.
Estou indo livre de amarras.
Os braços macios da vida me amparam.
Sorrio em um instante que me pedem sem paixão.
Eu vivo!
Apaixonada por uma força muito maior que o ser humano!
Entenda o caminhar de quem não se prende e não se aprisiona por valores corruptíveis.
Sou a força dos meus pequenos pensamentos.
Há vida neles.
Tão pequenos, mas fervilham,
E neles sou impulsionada a avançar.
Vagarosamente mas com firmeza.
Simone Leite Gava